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quarta-feira, agosto 17, 2011

Timothy Leary - Uma Lenda Psicodélica

Timothy Francis Leary, Ph.D. (22 de outubro de 1920 - 31 de maio de 1996), Professor de Harvard, psicólogo, neurocientista, escritor, futurista, libertário, ícone maior dos anos 60 e do hedonismo. Ficou famoso como um proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. De facto, o Professor Leary defendia os benefícios desta substância psicodélica como o substructio do progresso humano.

Amigo pessoal de John Lennon - a música "Come Together" dos Beatles é inspirada em Timothy Leary, e no vídeo de "Give Peace A Chance" podemos ver o professor e a sua mulher de toda a vida, Barbara, junto à cama onde John Lennon protagonizou este hino de liberdade. Na letra dessa mesma música pode-se ouvir, na 3ª estrofe: "Everybody is talking about John and Yoko, Timmy Leary…", tal era a notoriedade deste eminente académico nessa década.


Timothy Leary foi expulso de Harvard depois de ter promovido uma experiência psicotrópica com uma turma inteira de estudantes de psicologia (com o consentimento destes, naturalmente). Mais tarde, a administração de Nixon fez do Prof. Leary um bode expiatório na sua luta reaccionária e conservadora contra a contracultura que abundava nesta época, enviando-o para a prisão pela sua veemente posição contra a proibição do lsd.


Nos anos 80, fascinado pelos computadores, Leary dedicou-se a este novo mundo, e teve imenso sucesso. Criou softwares de design, continuou a escrever livros e a fazer conferências. Embora o seu tópico principal fosse agora a tecnologia, ele ainda era reconhecido como o guru do LSD dos anos 60.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Arembépe - Bahia - Brasil - Última Comunidade Hippie do Mundo



















Quando e como começou a Aldeia, não se sabe.
Possivelmente, ainda em fins dos anos 60, algum Chincheiro curtidor chegou ao lugar e resolveu ficar.

Fez sua casinha com palhas de coqueiro e ninguém reclamou. Arrumou ou já tinha uma companheira e foi ficando. Encontrou algum outro maluco fazendo colares e pulseiras em Itapuã ou Salvador, onde vez em quando ia vender seu artesanato... e discretametne espalhou sua descoberta.

Foram aparecendo outros e outras, fazendo suas casinhas e ficando,  sem ninguém protestar. Tudo deserto, nada para encher o saco, a natureza limpa, a praia, o rio, o pôr-do-sol e o nascer da lua, os coqueiros dando material de construção e coco à vontade para qualquer emergência de fome e sede.






Arembépe logo ali, para um apoio imediato.
E, principalmente, ninguém. Ninguém para reclamar dos trajes ou da falta deles, ninguém para fiscalizar os comportamentos assumidos. Silêncio e paz. O lugar ideal para o amor, ao som discreto das guitarras, flautas e bongôs.


Liberdade.


Li-ber-da-de! 


Estava fundado o Paraíso




Resenha do Livro: Naquele tempo em Arembépe - Beto Hoisel